
Uma inspiração que termina em expiração e dura 117 minutos. Assim é “Rede Social”, o filme que conta a história dos fundadores do Facebook e te deixa absolutamente sem ar. A começar, Mark Zuckerberg, o protagonista do enredo e estudante de Ciência da Computação tem uma maneira de se expressar compatível com os códigos que convive. Tem-se a impressão de que ele pensa mais rápido do que fala e, um segundo de dispersão ao que ele diz, perde-se todo o sentido.
Não pode-se deixar de dizer também do ar de desprezo que ele adquire em muitas das cenas. Sim, ele estava longe de ser o mais popular de Harvard, não pertencia a nenhum clube, tinha menos que uma mão de amigos, mas devia saber que seu QI estava acima da inteligência de muitos mortais. E isso era suficiente para não se importar muito com regras e formalidades. Ele poderia ter sido um nerd qualquer, mais um estudante que não atraía o sexo oposto, mas foi o cara que revolucionou o universo das redes sociais. E, como se não fosse suficiente, se tornou o bilionário mais jovem do mundo.
Pra aqueles que não tem como negar que o Facebook domina mesmo suas vidas ou ainda para os que não ligam pra ele, mas acreditam que ele contribui fortemente na maneira com que as pessoas compartilham informações, a pergunta que mais instiga os telespectadores após ver o filme é se Mark Zuckerberg é mesmo um vilão.
O debate inclui, principalmente, questões de ética profissional. A minha opinião ainda está em formação já que, como jornalista devo sempre ouvir os dois lados da história e o filme inspirado na história do livro de Ben Mezrich não recebeu depoimentos de Mark.