Muito se discute sobre a necessidade de saber de tudo um pouco no atual mercado de trabalho desafiador que a gente vive. A pauta sobre saber de tudo um pouco e acabar não se especializando em nada também é comum. E aí, fica a dúvida: qual o melhor caminho? A minha trajetória no marketing de moda me fez trilhar um caminho que eu avalio ser muito positivo.
Quando migrei de vez para o marketing de moda (nunca deixei de ser jornalista, continua sendo minha essência), meu conhecimento prático na área era praticamente nulo. E, por isso, ter corrido atrás de cursos que tratavam de estratégia e dos processos do marketing foram essenciais. Sempre soube que trabalhar com moda era mesmo o que eu mais adorava, mas não fechar os olhos para oportunidades em outros segmentos é fundamental para não se fechar em um mundinho só. É aquela história de “assobiar e chupar cana ao mesmo tempo”, sabe? Acho que enxergar onde você quer chegar é básico e primordial, mas o mundo muda muito rápido – e o tempo todo -, por isso, não dá pra se privar de nada.
Sentar ao lado daquele designer que entende tudo de identidade visual, mesmo você sabendo que sua praia é outra, pode ser o que estava faltando pra você saber “se virar nos 30” quando mudar de empresa e entender que a realidade agora é diferente: é você sozinha como jornalista, marketing, designer e por aí vai…
No meu caso, sou jornalista por formação, especialista em marketing e amante da moda, mas me viro nas peças gráficas, na pesquisa de estilo, na criação daquele slogan. Se virar não é ser especialista, é saber dançar conforme a música. É deixar claro para o seu cliente ou chefe que a área em que trabalhamos é muito rica e complexa e que, por isso, quanto mais colaboradores e parceiros agregarem, mais rico será o resultado do trabalho. Cada um no seu quadrado, mas cada um somando um pouquinho também.
Então: generalista ou especialista? Maleável e resiliente. Ta aí um caminho em que defendo – e acredito.